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  • Artigos / 11/05/2020

    COMO PRATICAR ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA SEM ENLOUQUECER?




    O paciente sente-se mal. Vai ao médico, faz exames, recebe um diagnóstico e uma receita de medicamentos. Segue até a farmácia e os adquire, concluindo as etapas que levam ao sucesso do seu tratamento. Correto?  Bom seria que sim! Mas aí vem a questão da aderência ao tratamento. O paciente segue certinho toda a recomendação do médico? 


    Para minimizar isso, a Assistência Farmacêutica fecha com chave de ouro as soluções médicas recomendadas. Afinal, se usado incorretamente, nem o medicamento mais caro — receitado pelo melhor médico — pode sanar o problema.


    Ocorre que não é tão simples assim, e o processo todo pode ser uma verdadeira loucura!


    Para o leitor que desconhece o termo, a Assistência Farmacêutica consiste em praticar ações que promovem, protegem e ajudam na recuperação da saúde do paciente, considerando o acesso à atenção primária (controle de pressão arterial, glicemia, temperatura, pulso) e o uso de medicamentos de forma racional e eficaz. 



    Em outras palavras, o farmacêutico interage mais com o paciente, ajudando no tratamento por meio de aferições de sinais vitais, lembranças, motivações, auxílios etc. Parece tranquilo, mas não é..




    Esse texto levanta a importância da Assistência Farmacêutica como ferramenta para o sucesso do tratamento prescrito. Além de pesquisas em sites, artigos e vídeos, a sua elaboração contou com uma entrevista da farmacêutica Aline Donato, Farmacêutica Dermaticista e Terapeuta em Modulação Intestinal e Terapia Ortomolecular, Professora em Farmácia, Nutrição e Estética.




    Eis aqui seu medicamento, senhor cliente!


    Antigamente, o farmacêutico era alguém muito próximo à família, como eram os médicos. A coisa chegava a ser “na caderneta”: o cliente marcava o que devia e pagava no mês seguinte. O atendimento era um misto de cliente, paciente e, claro, até amigo. 


    Diferente de hoje, que o farmacêutico tem que entender de medicamentos, a vários outros tipos de produtos, como higiênicos e estéticos! Aquele farmacêutico próximo, que chegava a chamar pelo nome, quase desapareceu.


    Desta forma, quando um farmacêutico é capaz de praticar a Assistência Farmacêutica, todos ganham: ele, a farmácia em que trabalha, e principalmente o paciente/cliente.


    O problema é praticar isso em meio a tantas tarefas e informações. Ainda bem que o mundo não é mais como antigamente, em que as receitas médicas eram na sua totalidade manuscritas e o pagamento era feito no final do mês com a liquidação da conta na "cadernetinha". Mesmo assim, assim ainda hoje o farmacêutico também tem suas dores.



    Como assim? Os farmacêuticos também sentem dores?


    E são muitas as dores dos farmacêuticos tanto dos sistemas públicos quanto dos privados. Ambos precisam promover o melhor caminho para o resultado do tratamento. 


    Como já visto, no passado o farmacêutico vendia remédio e conseguia dar uma certa e próxima assistência ao tratamento do seu paciente. Hoje ele precisa se desdobrar para atender toda a demanda da loja, restando pouco tempo para se dedicar verdadeiramente ao cliente.


    Fora esse volume administrativo e de atendimento, o profissional sente o receio de estar em uma das linhas de frente no caso de pandemias, como a do Covid-19 que parou o mundo. 


    Além disso, existem os diversos cuidados com as receitas, suas peculiaridades e tipos de controles, que por muitas vezes tornam-se um problema quando manuseadas de forma errada, como uma receita vencida, ou com caligrafia que até parece ser uma espécie de código alienígena.


    São dores vividas pelos farmacêuticos diariamente e que precisam ser curadas. Mas uma delas é especial, e revela a precisão de olhar para a Assistência Farmacêutica com todo o carinho: falamos da baixa aderência ao tratamento. 


    Quando o paciente não utiliza os medicamentos prescritos conforme os ditames médicos indicados para doses, horários e duração do tratamento, o resultado pode não agradar, e a pessoa — até mesmo — “nos deixar” (para não sermos indelicados). 


    Isso é uma situação danosa a toda a cadeia da saúde, mas principalmente ao próprio paciente. E no fim, todo o sistema perde milhões em dinheiro. E a sociedade, milhares de pessoas. 


    E perde mesmo: estudos indicam que a falta de aderência representa prejuízo de bilhões no mercado americano, colocando a situação em um nível semelhante ao de pandemias.  


    Portanto, não é loucura querer que a prática da Assistência Farmacêutica aumente. 




    Então, Assistência Farmacêutica gera mais aderência?


    Se o farmacêutico se dispor e aderir também, sim. Sabemos que a aderência não se restringe a prescrever um medicamento ou uma conduta, pensando que o paciente seguirá religiosamente todas as orientações. 


    Por outro lado, a maior aderência a tratamentos medicamentosos não é um problema apenas do médico ou do paciente. O elo entre eles é o farmacêutico — a principal ferramenta nessa busca. Já a sua família ajuda, mas também, pode atrapalhar. 


    Claro que estudos indicam que quanto maior a percepção do paciente em relação ao envolvimento do médico no seu caso, maior é o seu próprio envolvimento com o tratamento. 


    Relatos mostram que frequentemente deixa-se de abordar questões decisivas para a aderência, como a expectativa da pessoa sobre aquele tratamento, efeitos esperados e efeitos colaterais, principalmente os palpáveis. 


    Do mesmo modo que conhecer os efeitos colaterais pode influenciar a não aderência, descobrir a respeito dos benefícios diários pode ajudar a aumentar a aderência. 


    Impossível desconsiderar que aspectos como o nível de escolaridade, idade, renda, também podem influenciar na aderência ao tratamento. Porém, não excluem a responsabilidade dos profissionais da saúde envolvendo-se pelo paciente.  


    No entanto, do que depender da Assistência Farmacêutica, a pessoa pode se sentir muito mais motivada com o tratamento, e a imagem do profissional farmacêutico e da farmácia ganham um lugar especial em sua consideração pessoal. 




    Tempo para fazer tudo: um remédio que está em falta.


    Praticar Assistência Farmacêutica, melhorando o atendimento, destacando-se na percepção do paciente, e até mesmo ajudando em seu tratamento é uma tarefa árdua. 


    Apenas um farmacêutico profissional, que deseja ser e oferecer o melhor, sabe que o seu empenho para a constância no tratamento do paciente é de suma importância. E por isso ele se vê como um protagonista na cadeia de saúde. 


    Tais pessoas buscam dar toda a Assistência Farmacêutica possível em seus atendimentos para conseguir mais aderência. Em geral, para isso combinam-se algumas ações, informações, aconselhamentos, monitoramentos, lembretes, reforços periódicos, acompanhamento por telefone etc. 


    E quanto tempo leva tudo isso? Nenhum, porque no fim da história, quase nunca dá tempo do nosso amigo farmacêutico realizar tudo que precisa. 




    Ser apenas mais um, ou ser “O” farmacêutico?


    Quando o farmacêutico põe em prática a Assistência Farmacêutica, ele ganha a importância semelhante à do médico dentro do processo do tratamento, uma vez que ele orienta o uso correto do medicamento e promove a aderência ao procedimento prescrito pelo doutor. 


    Mas é difícil ser 100%. Quando chega-se à essa conclusão, é a hora que surge a importância de contar com a tecnologia para oferecer um atendimento mais envolvente e próximo, que além de promover o tratamento médico esperado, também eleva a percepção de qualidade do profissional e da farmácia em que ele trabalha.




    A tecnologia permite atender bem sem perder a sanidade? 


    Parece piada: prestar uma assistência farmacêutica que zele pela qualidade de vida do paciente, esforçando-se para que ele pratique aderência ao tratamento e obtenha o melhor resultado, lidando ao mesmo tempo com várias outras questões diárias do ofício, até mesmo furtos e roubos ocasionais, é quase um pequeno teste de sanidade para o farmacêutico. 


    Risadas a parte, ainda bem que os profissionais passam com nota máxima. Mas convenhamos: merecem passar com menos sufoco. E com a ajuda da telemedicina, ou no caso, telefarmácia, dá até mesmo para voltar a se aproximar do paciente, como antigamente. 


    Entre as razões que justificam o atendimento farmacêutico remoto, dá para listar o envelhecimento da população, o difícil acesso ao acompanhamento farmacoterapêutico, a violência urbana, e mais que nunca, uma pandemia como a do coronavírus. Portanto, sai-se cada vez menos de casa. 


    A telefarmácia é, portanto, uma mão da roda para orientar pessoas com dúvidas na madrugada, como um idoso que acorda assustado pelos efeitos colaterais. Ou para cobrir o período de funcionamento da loja, ou da unidade pública, atendendo com mais precisão à população. 


    Uma possibilidade magnífica é ter o acesso aos dados clínicos do paciente, permitidos por ele mesmo, e assim, conseguir atender melhor além da venda, com a alimentação de informações preciosas para o médico do paciente, tornando-se, portanto, um protagonista extremo na cadeia de serviços médicos. 


    Desta forma, fechando o ciclo do atendimento, alimentando o sistema com informações da saúde do indivíduo, e oferecendo serviços farmacológicos pontuais para cada caso, destacando-se pela qualidade da Assistência Farmacêutica. 


    E não há limites para a tecnologia. Já existem equipamentos que monitoram pressão arterial a distância, perfeitos para idosos e demais interessados. Mas, a complicação não reside em comprar tal equipamento. 


    Ainda há muita confusão. O problema do atendimento virtual muitas vezes é a falta de capacitação do profissional em operar a plataforma. Segundo a farmacêutica Aline Donato, tamanha complexidade acaba não atendendo às expectativas nem do consumidor, nem do farmacêutico. 


    Por isso surge a carência de uma solução adequada à realidade tanto do paciente, quanto do médico, e no caso, principalmente conforme a realidade do farmacêutico. 


    E já existe. No Brasil há softwares extremamente bem elaborados, tanto para a utilização em desktop quanto em smartphones. 


    Em entrevista, Aline comenta um pouco do cenário farmacêutico atual e também das possibilidades que a tecnologia, em especial da plataforma Web Bula, permite-nos hoje em dia. 




    Confira acessando o link

    https://www.webbula.com.br/blog/detalhe/entrevista-com-a-farmaceutica-aline-donato-importancia-do-uso-da-tecnologia-na-assistencia-farmaceutica


    Está interessado em serviços de Assistência Farmacêutica? A WebBula oferece gratuitamente a sua plataforma com tecnologia de ponta, desenvolvida por engenheiros de software de Israel. Cadastre sua farmácia e farmacêuticos: https://farma.webbula.com.br/ 



    Pesquisa em Blogs

    https://panoramafarmaceutico.com.br/2019/02/19/da-telemedicina-a-telefarmacia-sera-hora-de-comecar-um-debate/

    http://www.crfrs.org.br/noticias/prescricao-eletronica-por-telemedicina%E2%A0%80

    http://www.saude.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=3059

    Pesquisa em Artigos Científicos:

    https://diretrizes.amb.org.br/_BibliotecaAntiga/aderencia-a-tratamento-medicamentoso.pdf

    Pesquisa em vídeo:

    Como funciona a telemedicina na farmácia clínica | É De Farmácia - Programa 65

    https://www.youtube.com/watch?v=AVQXt13isLY




    Sobre o autor:

    Fabrício Santesso (Santo Texto Escritório Criativo)





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